Correio
Braziliense
17/12/2013
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A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região decidiu, no fim da
noite de ontem, pela paralisação das obras da usina hidrelétrica de Belo
Monte. Os desembargadores entenderam que o consórcio Norte Energia,
responsável pelo projeto bilionário no Rio Xingu, no Pará, comete uma série
de atropelos ambientais. A empresa pode recorrer, mas a suspensão entra em
vigor de imediato.
A
sentença estipulou multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento da
decisão. E ainda impede repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) ao principal projeto energético do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
Em
um voto que demorou mais de três horas para ser lido, o relator Souza
Prudente fez duras críticas ao consórcio. "Eles querem tempo para
concluir a obra faraônica e depois dizerem: "Venham demolir". É um
propósito evidente".
O
desembargador pediu, ainda, que a empresa prove o cumprimento das 40
condicionantes ambientais que levaram à emissão da licença de instalação.
"Não basta dizer que cumpre, tem que provar. Estão tratando (as
condicionantes) com total descaso, empurrando para frente para ganhar
tempo", disse. "Não sou contra a obra. É meu dever fazer valer as
leis ambientais".
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
JUSTIÇA MANDA PARAR BELO MONTE
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