Sequer reconhecidos em sua existência pelo governo federal, enquanto são
ameaçados por um Complexo Hidrelétrico e por homens da Força Nacional de
Segurança, os Munduruku do Médio Tapajós estão divulgando uma carta em que
pedem apoio para a sua luta por reconhecimento territorial.
Para se ter ideia de como esse grupo está ameaçado, os mundurukus do Médio
Tapajós ocupam a margem esquerda do rio, na região da foz do rio Jamanxim, área
afetada diretamente pela hidrelétrica de São Luiz e até hoje sequer constam
como grupo identificado pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Na carta, os indígenas exigem a
demarcação de seu território e narram a invasão do mesmo por madeireiras e
garimpeiros. A entrada de pesquisadores contratados para fazer os estudos de
viabilidade ambiental do Complexo do Tapajós também é apontado como o mais mais
novo problema enfrentado pelo grupo. “(...) o governo não tem respeito por nos
indígenas. Há muitos pesquisadores juntamente com a Força Nacional e Federal
intimidando indígenas a usufruir o seu próprio local”, afirma os indígenas em
trecho da carta que é assinada por quase setenta indígenas.
Os munduruku estão formando uma comissão de 30 lideranças
para ir até Brasília exigir a demarcação territorial e pedem apoio de todas as
entidades para deslocamento e hospedagem.
Confira a carta na íntegra AQUI.

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