Em uma surpreendente atitude, o governo federal, por meio do Incra, reconheceu o direito a 70 quilômetros da margem esquerda do rio Tapajós, em área que todos imaginavam estar sinada a projetos de barramentos, e deu um final feliz a uma luta quase bicentenária da comunidade tradicional de Montanha e Mangabal pela terra que ocupam há oito gerações.
Em 2007, o
próprio governo federal havia negado, nesta mesma área, a criação de uma Resex
demandada pelo grupo. À época, foi alegado que o local seria diretamente
afetado pelas pretensões de barramento de São Luís do Tapajós e de Jatobá,
ambas no rio Tapajós. Com a criação do PAE Montanha e Mangabal, porém, o
governo parece que, enfim e excepcionalmente, colocou o direito de povos e
comunidades tradicionais à frente dos grandes interesses econômicos de
empreiteiras, mineradoras e hidrelétricas.
Oxalá este
seja a primeira mostra de uma nova forma de o governo federal olhar, conceber e
planejar a Amazônia.
Abaixo,os
links para matérias que noticiam o fato.
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