Sra.
Dilma Rousseff,
não
só no Brasil há grupos e organizações que defendem os povos da Amazônia e
o meio ambiente e, por isso, estão preocupados com as consequências negativas
dos projetos hidroelétricos do governo federal para a Amazônia e, em especial,
nos rios Xingú, Teles Pires e Tapajós. Nós, participantes do Encontro
Internacional da Mesa Redonda, realizado entre os dias 22 e 24 de Novembro
de 2013, na cidade de Weimar, na Alemanha, estamos
negativamente impressionados com as decisões de seu Governo em estar
construindo essas hidroelétricas nestes rios. Vale salientar que também há o
plano de construção de sete hidroelétricas no rio Tapajós e seu afluente
Jamanxin. Além dos desastres ambientais, estamos preocupados com a forma como
seu Governo muda a constituição, desmembra milhares de hectares de floresta das
Unidades de Proteção Ambietal, inclusive 10 mil hectares do Parque
Nacional da Amazônia, em função de executar o plano hidroelétrico, sem
respeitar a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, OIT.
Estamos
cientes de que o povo Munduruku do Tapajós rejeita a destruição de seu habitat,
com inundações da floresta e invasão de seu território. Assim também, os
povos ribeirinhos dos Rios Xingú e Tapajós, ao descobrirem os impactos
negativos desses projetos, também não aceitam serem expulsos de suas
comunidades.
Apelamos
à sua consciência democrática e de respeito aos Direitos Humanos, bem como da
Natureza para modificar e rever estes planos desastrosos para a região Oeste do
Pará.
Weimar,
Alemanha, 24 de novembro de 2013
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