Coordenador do simpósio relata as razões que
levaram as diversas instituições envolvidas a criar esse espaço de debate
Em entrevista ao Amazônia Brasileira nesta segunda-feira
(10), o coordenador do simpósio sobre mineração e hidrelétricas na Amazônia,
Marquinho Mota, revelou as preocupações da população amazônica com o número de
projetos de mineração, incluindo a exploração de petróleo e gás de xisto, bem
como com a previsão da construção de centenas de novas hidrelétricas de
pequeno, médio e grande porte na região.
O seminário acontece num momento propício à
reflexão sobre o tema, por conta do que vem acontecendo na Amazônia Ocidental,
em particular em Rondônia e no Acre, que sofrem de um alagamento histórico, que
pode estar relacionado com a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo
Antônio. Além disso, foram concedidas, no final de 2013, licenças para
prospecção de petróleo e exploração de gás de xisto, como diversas outras
concessões de exploração mineral, dentre elas a de Belo Sun. A mineradora
canadense recebeu autorização para funcionar praticamente ao lado da
hidrelétrica de Belo Monte, o que pode estar causando a chamada sobreposição de
impactos na região de Altamira. Confira a entrevista na íntegra!
O Simpósio “Os impactos dos Projetos Econômicos e o Extermínio de
Culturas: Energia e Mineração em Terras e Rios dos Povos Originários”
acontecerá nos dias 17 e 18 de março, no auditório do “Memorial Darcy Ribeiro –
Beijódromo, na Universidade Brasília – UnB.
O programa Amazônia Brasileira vai ao ar de segunda a
sexta-feira, a partir das 08h na Rádio Nacional da Amazônia, em rede com
a Rádio Nacional do Alto Solimões, onde é transmitido ao vivo às 05h. A
apresentação é de Beth Begonha.
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